sábado, 11 de junho de 2011

A DIFERENÇA ENTRE ATIVO E PASSIVO

Muitas são as formas de definir os conceitos que citaremos hoje. Estamos adotando, então, a ideia de ativo e passivo  apresentada por Robert Kiyosaki, inicialmente em Pai Rico, Pai Pobre, posteriormente popularizada nas diversas obras de sua franquia, bem como em artigos de outros consultores financeiros.
Em sua obra, Kiyosaki divide em quatro grupos todos os principais fatores financeiros que irão determinar a saúde do bolso da pessoa ou família: renda, despesas, ativos e passivos.
Falando rapidamente, a renda trata-se da soma de todas as fontes de renda que a pessoa ou família possui, determinando assim a quantidade de dinheiro que a mesma terá disponível – o salário, por exemplo, é uma fonte de renda. Já as despesas são as contas que teremos que pagar, custos que precisamos assumir em nossas vidas, ou seja, é por onde geralmente o dinheiro sai – contas de energia elétrica, aluguel, telefone ou água, compras de supermercado e mensalidades da escola dos filhos são alguns exemplos de despesas.
Para fechar essa definição agora, só precisamos compreender o que são os ativos e passivos e o papel deles nessa conta.


Definição de ativo
Um ativo é tudo aquilo que pode ser adquirido ou criado e que lhe renderá ganhos, desta forma, podendo-se transformar em uma fonte de renda. Sendo assim, um ativo contribuirá para aumentar o seu poder aquisitivo, ou para aumentar a sua independência financeira, se assim preferir dizer.
Bons ativos são aqueles que conseguem-lhe um bom dinheiro com o menor esforço possível. Há ativos que geram ganhos somente uma vez, geralmente num ato de venda (ganhos de capital) e ativos que geram ganhos periodicamente (fluxo de caixa), mas não precisamos nos preocupar hoje com estes dois outros conceitos, já que falaremos exclusivamente disso no próximo artigo.
Muitos são os exemplos de ativos:
  • Uma casa, apartamento ou outro tipo de estabelecimento, quando adquirida visando a venda ou locação, é um ativo. Deve-se atentar ao fato de que casa ou apartamento adquirida visando a moradia própria não é um ativo, mas sim um passivo!
  • Venda de licença de uso sobre propriedades intelectuais como livros, músicas, etc;
  • Investimentos bancários;
  • Empresas e outros tipos de negócios.
Cada coisa que possui o potencial de render-lhe dinheiro é um ativo e deveria ser focado por você: quanto mais ativos você controlar, melhor será para o seu bolso, já que eles fazem o dinheiro entrar no mesmo!
Agora, falemos sobre passivos.


Definição de passivo
Um passivo é exatamente o oposto de um ativo, ou seja, é tudo aquilo que pode ser adquirido ou criado e que lhe gerará despesas periodicamente. Sendo assim, enquanto que um ativo aumenta o seu poder aquisitivo, o passivo reduz o mesmo, já que compromete o total que você ganha com novos gastos
Alguns exemplos de passivos são:
  • Uma casa adquirida para morar, pois há despesas com sua manutenção bem como impostos, como o IPTU;
  • Um carro adquirido para uso próprio, pois também há despesas com sua manutenção e impostos, como o IPVA;
  • Dívidas contraídas na aquisição de algo relativamente caro, como a compra de um computador ou notebook, televisor ou algo do tipo.
Cada coisa que possui o potencial de trazer-lhe mais despesas sem a possibilidade de ganhar dinheiro é um passivo e você deveria focar em reduzir a quantidade de passivos, pois caso tenha uma quantidade alta de passivos poderá estar comprometendo toda a sua renda com despesas excessivas.
Chegamos assim a uma “regra geral”:


Mais ativos, menos passivos
Quanto mais ativos você possuir, mais dinheiro ganhará. Quanto menos passivos possuir, menos dinheiro gastará. É desta forma que você conseguirá não somente fechar o seu mês com um balanço positivo, mas também conseguirá criar ou adquirir novas formas de ativos, aumentando ainda mais o seu poder aquisitivo.
Como você já deve ter percebido, passivos podem ser muitas vezes coisas que desejamos ter em nossas vidas a fim de ter um maior conforto: uma casa grande e bem mobiliada, um bom carro para passeios, eletrônicos de última geração capazes de maximizar nossas experiências e diversão. Entretanto, é necessário fazer um balanço saudável de forma a manter as despesas dos passivos tão baixas quanto for possível!
Você poderia estar se perguntando: há algum momento em que adquirir um passivo possa ser útil para meu crescimento financeiro? E a resposta é: sim, caso você adquira passivos visando o desenvolvimento de novos ativos.
Vamos supor que você consegue um empréstimo (passivo!) em um banco a uma taxa de juros bem baixa devido ao seu bom relacionamento com o mesmo e então você usa esse dinheiro para expandir o seu negócio (ativo!), conseguindo assim uma taxa de crescimento mensal nas rendas do mesmo bem maior que a taxa de juros daquele empréstimo que você adquiriu – agora, subtrairmos o quanto pagamos em empréstimos do quanto ganhamos em nosso negócio, poderemos ainda ter um saldo positivo, indicando que estamos ganhando mais do que gastando!
Esa estratégia, entretanto, é um pouco arriscada, já que em muitos tipos de ativos não se pode ter certeza previamente de quanto será o rendimento! Tal prática só deveria ser feita por pessoas que possam assumir as novas despesas que poderão se formar ou que apresentem muita experiência em seu negócio e tenham certeza de que esta é uma ótima oportunidade para expandi-lo.

FONTE:  
clube-do-dinheiro.com

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